Hoje de manhã sai de casa em direcção a minha paragem de autocarro, estava a espera do dito cujo, quando um um sr, que custuma tambem ir para o areeiro veio ter comigo: - Menina ajude-me aqui que eu nao vejo muito bem ! - Diga lá vizinho. - Aqui no meu passe eu rasguei um dos lados que tem o número do passe será que eles imbirram com isto? Ao qual eu repondi: - Penso que nao, de qualquer forma já perguntamos ao motorista!! E assim esperámos mais uns minutos. Já no autocarro o belo do senhor teve um grande desentendimento, sabem porquê? Como rasgou o passe tem de pagar mais 30 euros, já que tambem nao se lembrava onde pôs o comprovativo de compra! Agora esta pessoa ganha pouco mais de 400 euros por mês , vive sozinho e tem de pagar contas. Renda, luz, água...e secalhar nao lhe darão uma nova senha do passe!! Mas que raio de vampiros temos nós na porcaria da assembleia da republica? É que nem toda a gente trabalha com horários de part - time e ganha 5000 euros por mês. Já no meu loca de trabalho todos os dias existem telemóveis novos a sair para o bolso dos utilizadores. Onde está a crise deste país? Fui ao Colombo tratar de um trabalho, e as lojas estavam a abarrotar de gente, tudo a comprar e toda a gente com sacos na mão! Mas depois comem sopinha que é boa o resto do mês. Como se diz agora, “é comorara para esquecer”. De seguida, fui comprar o passe ao metro!! Adivinhem o que encontrei...um padre a brincar com um iPhone ! Oh sr. Padre nao anda a roubar as esmolas pois nao? O seu ordenado permite-lhe tal compra? Secalhar sim , mas e os seus votos contra o materialismo?? Depois de tudo isto, de manha no autocarro e à tarde no metro olha-se para a cara das pessoas e consegue-se ler na sua testa : nao incomodar, em actualização do orçamento para as despesas do mês !
Boa tarde;
Começo já por dizer que estas crónicas vão envolver politica, daí o belo titulo destas minhas novas crónicas.
Começo desde já com uma pergunta: um governo que está no poder a menos de 10 dias nao deveria ser coeso nas suas afirmações e justo para com os seus eleitores? Ora, eu pensava que sim, mas afinal estava bem enganada. O nosso novo PM, indicou que nao iria aplicar mais medidas de austeridade aos portugueses. Que estes não teriam de pagar pelos erros dos poderosos antecessores. E agora? Será que o nosso governante tem coragem para dizer que o fez pelo bem de portugal? Claro que sim...não fossem todos os politicos hipócritas. Esta é também uma coisa que me chateia. Porque é que politico é sinónimo de hipócrisia?
Não condeno de todo o facto de estas medidas terem de ser aplicadas. Mas sr. Passos coelho, se sabia que as teria de aplicar, para que mentiu na campanha, e fez “ publicidade enganosa”? Acha que os portugueses precisavam disto? Acha que os portugueses precisavam de mais mentiras? Acho que se tivesse apresentado o PEC 5 na campanha tinha ganho as eleições na mesma. Sabe porquê? Não estaria a mentir, e mantinha a sua pose justa, que manteve até ao seu primeiro dia no parlamento. Sou portuguesa, e este PEC nao me agrada de todo, mas sei que se não for assim, estaremos no mesmo poço que os nossos colegas gregos.
P.S ao Sr. Passos Coelho: existe uma coisa que gostava de ver aplicada uma única vez na nossa política. Um sonho...A verdade...apesar do meu sicalismo absoluto....
3 de Julho de 2011
Ora bem, começo por definir a palavra peculiar. Fui ao google, escrevi a palavra peculiar e o resultado obtido foi o seguinte: "...que constitui atributo característico de alguém ou de alguma coisa".
E agora vocês perguntam, mas esta cara amiga está a ter um ataque de pouca inteligência pré verão? não... passo então a explicar porquê.
Mais uma vez vinha no meu autocarro matinal, numa das minhas jornadas para o local de trabalho e em cerca de 25 minutos de viagem, vi 4 porches que passaram pelo autocarro, muito distintamente conduzidos por homens engravatados. E agora, onde é que isto se encaixa?
O meu raciocínio foi o seguinte. Todos eles homens de negócios ( sendo que um deles levava o filho ao lado que deveria ir para a escola) que por algum motivo fazem do seu carro uma das suas caracteristicas. Exemplo:
- Aquele é o Sr. João ?
- Qual Sr. João?
- Aquele que anda no seu Porche.
- Ah, sim, já sei quem é.
Como será possível identificar uma pessoa através de um objecto ?
Temo que cada vez mais esta sociedade consumista prefira o bom olhar em detrimento do bom coração. Já é raro encontrar alguém que não tenha sequer o pensamento perconceituoso da primeira impressão. Eu defendo a ideia de que, enquanto não falar com alguém ou ter conhecimento dos seus actos não faço qualquer tipo de julgamento.
Agora fica a pergunta. Podemos julgar o Sr. Do porche? podemos chamar-lhe consumista? Secalhar no mundo dele essa ideia nao se aplica, já que as notas abundam, mas nós, que ganhamos 500 euros por mês, e compramos telemóveis a prestações com esse valor, somos muitos mais consumistas? ou não?
p.s ao leitor: Peço perdão pela palavra utilizada 3 vezes, consumista, mas não queria ser uma consumista de palavras...
Ora bem, antes de começar a minha crónica, venho por este meio informar que andar de calções amarelos no Corte Inglés se tornou numa aventura aos olhos alheios, sim porque se os calções fossem Versace ou Dolce Gabana não havia problema.
Agora sim, começando a crónica em si, hoje saí de casa para o autocarro, e ao chegar ao destino , quando o autocarro parou, mantive-me sentada para deixar sair a maioria das pessoas. Quando me levantei do banco um senhor com cara de solteirão já avantajado na idade agarrou-me literalmente no braço para eu passar à sua frente…escusado será dizer que correspondi com um belo de um “safanão” passando-me a raiva pelo cérebro…mas que senhor mais abusador…
Recordando um pouco o dia anterior:
Estava na saída do metro da Cidade Universitária, quando um individuo do PAN ( partido pelos animais e a natureza ) me entregou um panfleto, no qual consta a seguinte proposta eleitoral: “ Promover o abandono da industrialização da carne de animais: 1. Incentivando a promoção do vegetarianismo como dieta mais saudável, mais ética e menos poluente; 2. Apoiar todos os empresários e respectivos trabalhadores que abandonem actividades de exploração animal.”
Ok…agora expliquem-me, como alimentaríamos cerca de 11 milhões de portugueses só com couves e milho ?? Claro que metaforicamente falando não quero ferir susceptibilidades , mas estas ideias impraticáveis são hilariantes. Mesmo respeitando tais ideais, peço desculpa mas viver sem o meu toucinho e sem a minha farinheira é que não.
Após estes pensamentos drásticó/políticos , tive um belo elogio á minha cicatriz no joelho proveniente de uma operação. A minha marca foi nada mais, nada menos comparada a um BIG MAC, e uma coisa vos garanto, nunca me senti tão capitalista na minha vida.
E pronto, voltando ao dia de hoje, espero que tenha sido do vosso divertimento linguístico perder tempo a ler tais crónicas desprovidas de inteligência.
p.s ao leitor: este texto foi escrito não tendo em conta acordo ortográfico.
Das palavras mais belas que já ouvi...
See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side.
I wait for you.
Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I waitÖ without you
With or without you
With or without you.
Through the storm, we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for youÖ
With or without you
With or without you.
I can't live with or without you.
And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.
My hands are tied, my body bruised
She got me with nothing to win
And nothing else to lose.
And you give yourself away
Começo esta crónica com uma pergunta. O que é o amor? Desde que me conheço que sonho com ele e penso também que já o senti algumas vezes, mas sem querer desmaterializar, sinto que não fui feita para ele. Existem várias definições claro. O amor da família, da mãe do pai do irmão da tia das primas, mas não é a esse que me refiro. Falo do chamado amor avassalador, aquele que vemos nos filmes.
O que é a paixão comparada com o amor ? Será a paixão o desejo e a vontade carnal? Na minha opinião a paixão é a vontade de estar o desejo de não sair e de não deixar...E quando pensamos que temos força para enfrentar este mundo e o outro, isso , já começa por ser o amor. Ele é complicado. Para alguns não passa de uma martírio mas para mim, é um sonho. Disseram-me uma vez que a pessoa que nunca tivemos verdadeiramente é aquela que sempre quisemos. Quanto á minha pessoa tenho de concordar.
Quantas vezes já se sentiram completos apenas com o pensamento de um simples beijo?
Fica aqui a minha sincera crónica ao sentimento que chamamos de amor...
Somos sempre confrontados com moções de censura ao nosso habitat, censuras à roupa ou a mala que nos acompanha. Não seria melhor, e mais produtivo que centrássemos a nossa inteligência em formas mais agradáveis? Claro que não. Quando não se está bem, segundo o português, não há nada a fazer para ficar melhor. Num outro dia estava a pensar em catalogar pessoas. Uma forma simples de compreender é observar o comportamento das pessoas intituladas normais, para os 50% diferentes. Porque olha uma sra. Com ar de desconfiada para um rapaz vestido de cor de rosa? Esse rapaz interfere com a sua vivência? Claro que não. Mas o arrastamento proveniente desses pensamentos, parece levar atrás uma maré infinita de ignorância. Depois temos um homossexual que faz um juízo de valor dos que agora se conhecem como “xungas”; aqueles jovens que vestem a roupa da moda de um modo diferente. Digam-me, juízos de valor para quê? O nível de inteligência não é o mesmo nas duas “raças” ? No outro dia um sr. Sem abrigo entrou no metro. Toda a gente se afastou, sim porque ele não estava lavado, nem tinha bom aspecto, e pensando bem ainda não foram feitas mansões com condições de higiene para os sem abrigo. Posso com certeza dizer que o homem era de uma cultura e inteligência imensas. Num prazo de alguns minutos elucidou-me para o facto do preconceito que me levou a ter em conta estas palavras. Lá por ser gay não há a necessidade de usar as roupas femininas. Que estereótipos mais arranjados que a sociedade proclamou ...
Decidi abrir um blog, que me proporciona-se uma forma especial de expôr as minhas ideias. Naquelas alturas em que vamos nos transportes, e as mais belas frases construídas nos vêm á ideia mas não temos um papel para escrever...este blog vai completar essa minha faceta. Espero que apreciem este meu pequeno mundo (por enquanto).
Crónicas dos transportes
Depois de um violento dia de trabalho, saí da prisão fazedora de ordenados as 16:00h. Caminhei com a minha acompanhante, (desenganem-se os mais propensos, não era de luxo) uma amiga, essa sim, de luxo, por quem nutro um carinho infindável. Fomos para o nosso momento relaxante do dia, num café “dito” lounge, bebericar o nosso capuchino. Quando digo nosso, é porque o paguei mesmo, sim? Não pensem que andei para ai a roubar capuchinos. Após este belíssimo tempo para uma boa conversa, findaram as horas vagas, e chegou a hora da primeira aula de código que iria ter, para tirar a carta. Facto muito temido pela minha roda social.
Ao entrar na sala de aula, que como devem saber, parecia a chamada “ igreja dos sinais de trânsito” esperei 20 minutos que a aula tivesse início. E quando teve o seu começo a professora, sem sequer apresentar uma boa tarde disse “ Como sabem, as ultrapassagens…”. Não era suposto uma introdução? Uma nota de boa educação? Talvez viva num país onde as regas de etiqueta e bem estar apenas se apliquem na zona de Cascais, juntamente com os caniches atrelados à personalidade. Lógico que não me fiz de rugada, as questões foram imensas (sou uma pessoa com muitas dúvidas para aprender).Acabando a minha aula fantástica para a prática da minha sabedoria, dirigi-me à paragem , do autocarro que me levaria até casa ( e levou mesmo). Como sempre, e como boa educadora de educação, fiquei na fila já formada que lá se encontrava (à chuva), e umas senhoras que se encontravam á minha frente estavam deveras preocupadas com os lugares no autocarro, já que quem não tinha chapéu de chuva estava recolhido da chuva na paragem e entraria primeiro que estas. Ao avançar para o autocarro, teve a lata de dizer a 4 raparigas negras, que já estavam a entrar para irem para o fim da fila, ela passou primeiro, e antes de eu passar, cedi a passagem a essas mesmas moças. Passo a indicar que fui muito aplaudida (quase me comiam viva) por ter tido um acto de respeito, porque as outras pessoas que lá estavam e que eram azuis ás bolinhas amarelas não tiverem qualquer tipo de problema. Digam-me meus senhores e senhoras, não foi tudo de rabo tremido para casa? Sim, foram.